Há dias em que todo o tempo do mundo nos parece pouco. Em que as horas, mesmo que fossem em duplicado, não chegariam para tanto. São dias de correria, de stress, de muitos contratempos e de chegar a casa já sem fôlego nem forças para mais nada. Aliado a tudo isto, ainda veio a chuva, dar uma ajuda a pintar de cinzento, um dia já de si bastante sombrio.
Chegar a casa é como que um alívio, uma sensação de cansaço mas, simultaneamente, uma excitação pelo dever cumprido. E só me apetece descansar, ir ao encontro do meu ombro gémeo e fechar os olhos, aninhada no sofá.
É para esses dias que guardo sempre, no congelador, uns salgadinhos, para fazer um jantar apressado e contrariar a agitação do dia.
Croquetes de carne
Ingredientes:
Carne de vaca
Carne de porco
Bacon
Chouriço de carne
Vinho branco
Cebola
Alho
Azeite
Louro
Salsa
Caldo de carne
Sal e pimenta
Pão sem côdea
leite
Pão ralado
Ovos
Fiz assim:
Esta receita é feita sempre a olho: levei um tacho largo ao lume, com o azeite, uma folha de louro, a salsa, a cebola picada e o dente de alho laminado. Deixei fritar um pouco e juntei as carnes, cortadas em cubos pequenos, o bacon em tiras e o chouriço às rodelas (sem a pele). Temperei com sal e pimenta e deixei alourar um pouco. Acrescentei vinho para refrescar e, depois de evaporar, juntei um pouco de caldo de carne. Deixei estufar bem, até as carnes estarem tenrinhas. (Se houver carne já estufada, podem utilizar e saltar esta parte). Retirei do lume e deixei arrefecer um pouco. Piquei as carnes e voltei a colocar tudo no tacho, aproveitando o molho, rejeitei apenas a folha de louro e a salsa. Levei novamente ao lume e envolvi bem a carne no molho. Acrescentei duas gemas (consoante a quantidade de carne) e envolvi novamente. Numa caçarola levei ao lume leite suficiente para amolecer um ou dois pães (tipo carcaça) de véspera. Parti o pão em pedaços e coloquei-os numa taça. Deitei o leite por cima e tapei com uma tampa para o pão ficar bem amolecido. Passei num passe-vite, rejeitando os pedaços de pão que ficaram na parte de cima. Juntei a pasta obtida no tacho da carne e envolvi tudo muito bem. Deve ficar uma massa moldável mas não deve ficar seca. Moldei os croquetes, passei por pão ralado, ovo batido e novamente pão ralado. Fritei em óleo quente. E congelei alguns, antes de os fritar, para os dias que passam a correr.
Estes croquetes ficam sempre muito bons. São receita da minha mãe e fazemos muitas vezes em conjunto, para termos sempre em casa.
Espero que gostem e experimentem.
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Tenham um dia delicioso!
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quinta-feira, 22 de maio de 2014
quarta-feira, 2 de abril de 2014
Porco no tacho e as flores que a vida nos dá
Já estamos em Abril. Parece incrível porque ainda foi no outro dia que celebrámos o Natal e agora já andamos a pensar nos preparativos da Páscoa. O tempo corre e não espera por ninguém. Uma das coisas que gosto em Abril é poder ter este novo horário e saber que, cada vez que avançamos mais no calendário, os dias vão ficando maiores e isso dá-me um ânimo diferente. Chegar a casa e ainda ter luz natural para poder fazer as coisas é muito bom: dá aquela sensação agradável que o tempo rende. A parte chata é que este Abril entrou carregado de chuva, daquela que parece não nos querer deixar. Depois dos dias tão deliciosamente primaveris de meados de Março, parece que voltámos ao Inverno. Não só com chuva mas também com algum frio à mistura.
É aborrecido ver o dia lá fora e não poder sequer ir à varanda ver as flores que começam agora a desabrochar. A estrelícia coitada, mal mostrou os tons alaranjados, foi logo fustigada com ventos e chuva, o que me deixa a pensar que não vai resistir muito tempo à intempérie.
Resta, por isso, aproveitar o tempo para fazer algumas arrumações dentro de casa e preparar o jantar, com a certeza que ainda o vamos conseguir saborear sem recorrer à luz artificial. Porque temos que aproveitar as flores que a vida nos dá, mesmo que jardim não seja perfeito. Há-de chegar a Primavera.
Febras de porco recheadas com farinheira
Ingredientes:
(para duas pessoas)
4 febras de porco
1/2 farinheira, sem a pele
1 colher (sopa) de vaqueiro para porco
1 decilitro de tomate triturado
2 decilitros de cerveja
Sal e pimenta
Fiz assim:
Temperei as febras com sal e pimenta e dividi por elas a carne da farinheira. Enrolei a carne e prendi-a com palitos, de modo a ficar bem fechada. Levei um tacho ao lume com a margarina até derreter. Acrescentei os rolinhos de carne e deixei alourar de ambos os lados. Refresquei com a cerveja e adicionei o tomate. Tapei e deixei cozinhar até a carne estar tenra e o molho reduzir, o que demorou cerca de meia hora. Servi acompanhado com batatas fritas.
Esta carne fica muito saborosa e suculenta. A farinheira, de aromas intensos, nem sempre é do agrado de todos mas cá em casa, felizmente, todos gostamos.
É aborrecido ver o dia lá fora e não poder sequer ir à varanda ver as flores que começam agora a desabrochar. A estrelícia coitada, mal mostrou os tons alaranjados, foi logo fustigada com ventos e chuva, o que me deixa a pensar que não vai resistir muito tempo à intempérie.
Resta, por isso, aproveitar o tempo para fazer algumas arrumações dentro de casa e preparar o jantar, com a certeza que ainda o vamos conseguir saborear sem recorrer à luz artificial. Porque temos que aproveitar as flores que a vida nos dá, mesmo que jardim não seja perfeito. Há-de chegar a Primavera.
Febras de porco recheadas com farinheira
Ingredientes:
(para duas pessoas)
4 febras de porco
1/2 farinheira, sem a pele
1 colher (sopa) de vaqueiro para porco
1 decilitro de tomate triturado
2 decilitros de cerveja
Sal e pimenta
Fiz assim:
Temperei as febras com sal e pimenta e dividi por elas a carne da farinheira. Enrolei a carne e prendi-a com palitos, de modo a ficar bem fechada. Levei um tacho ao lume com a margarina até derreter. Acrescentei os rolinhos de carne e deixei alourar de ambos os lados. Refresquei com a cerveja e adicionei o tomate. Tapei e deixei cozinhar até a carne estar tenra e o molho reduzir, o que demorou cerca de meia hora. Servi acompanhado com batatas fritas.
Esta carne fica muito saborosa e suculenta. A farinheira, de aromas intensos, nem sempre é do agrado de todos mas cá em casa, felizmente, todos gostamos.
Espero que gostem e experimentem.
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Desejo-vos um dia fantástico!
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sexta-feira, 28 de fevereiro de 2014
Porco no tacho com um aroma convidativo
Já não é a primeira vez que faço bochechas de porco cá em casa. Gosto de lhes juntar vinho tinto, porque lhes confere um sabor extraordinário. Fica com um perfume e aroma deliciosos, diferente dos estufados habituais. Mas desde a primeira vez, fiquei irremediavelmente rendida e, a partir daí, tenho feito várias vezes. Mais esporadicamente do que gostaria, é certo, porque nem sempre encontro esta carne no talho mas, de qualquer forma, sempre que faço, sei que é um sucesso garantido. Cá em casa adoramos.
Bochechas de porco com vinho tinto
Ingredientes
(para duas pessoas)
3 ou 4 bochechas de porco
1 colher (sopa) de banha
1 cebola, cortada em meias luas
1 dente de alho, picado
1 folha de louro
1 colher (sopa) de tomate triturado
2 decilitros de vinho tinto
3 decilitros de caldo de carne
Fiz assim:
Num tacho largo, levei a banha ao lume e deixei aquecer muito bem. Acrescentei a carne para selar rapidamente, de ambos os lados, evitando assim a perda dos próprios sucos. Juntei, depois a cebola, o alho e a folha de louro e deixei fritar um pouco. Adicionei o tomate, o vinho e o caldo e, depois de levantar fervura, reduzi o calor e deixei cozinhar lentamente, durante cerca de 1 hora e 30 minutos, ou até a carne se apresentar tenra e suculenta. Servi com puré de batata.
Espero que gostem e experimentem.
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Desejo-vos um fim-de-semana fantástico.
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Bochechas de porco com vinho tinto
Ingredientes
(para duas pessoas)
3 ou 4 bochechas de porco
1 colher (sopa) de banha
1 cebola, cortada em meias luas
1 dente de alho, picado
1 folha de louro
1 colher (sopa) de tomate triturado
2 decilitros de vinho tinto
3 decilitros de caldo de carne
Fiz assim:
Num tacho largo, levei a banha ao lume e deixei aquecer muito bem. Acrescentei a carne para selar rapidamente, de ambos os lados, evitando assim a perda dos próprios sucos. Juntei, depois a cebola, o alho e a folha de louro e deixei fritar um pouco. Adicionei o tomate, o vinho e o caldo e, depois de levantar fervura, reduzi o calor e deixei cozinhar lentamente, durante cerca de 1 hora e 30 minutos, ou até a carne se apresentar tenra e suculenta. Servi com puré de batata.
Espero que gostem e experimentem.
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Desejo-vos um fim-de-semana fantástico.
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segunda-feira, 18 de novembro de 2013
O aroma dos dias que sabem a felicidade
Os dias felizes fazem-se das coisas simples. O prazer de poder ir para a cozinha fazer os pratos que mais nos deliciam. O frio já chegou e, principalmente aos Cunqueiros, onde passámos um fim-de-semana que prolongámos com umas mini-férias. Assim apetece cada vez mais a deliciosa comida de conforto. O assado vai enchendo a casa com o seu aroma, ao mesmo tempo que a cozinha fica quentinha e aconchegante. As castanhas já estalam à lareira e vão servindo para aquecer as mãos enregeladas.
Entrecosto assado no forno com castanhas e batata-doce
600 gramas de entrecosto
Uma semana deliciosa para todos!
Os dias aqui escorrem devagar, como se o tempo pudesse parar. Mas quando chega a altura de voltar a casa, ao corropio das horas em Lisboa, há sempre tempo para prolongar a felicidade em momentos só nossos. Repartidos a dois com um assado reconfortante.
Entrecosto assado no forno com castanhas e batata-doce
Ingredientes:
(para duas pessoas)
1 batata-doce, descascada e cortada em cubos
250 gramas de castanhas, descascadas (usei congeladas)
2 dentes de alho, laminados
1 colher (sopa) de pimentão doce
1 decilitro de vinho branco
1 tomate, sem pele, triturado
1 fio de azeite (mais um pouco para colocar sobre a carne)
Sal e pimenta
1 raminho de salsa
Fiz assim:
Temperei a carne com uma mistura de alho, pimentão, sal, pimenta, vinho e azeite. Deixei tomar gosto durante uma hora. Liguei o forno a 200º e dispus a carne numa assadeira, juntei o tomate e reguei com mais um pouco de azeite. Levei ao forno e meia hora e, depois virei a carne e juntei a batata-doce e as castanhas, com a salsa por baixo. Deixei cozinhar por mais uma hora até a carne estar bem cozinhada e as castanhas e a batata estarem tenrinhas.
Esta receita fica uma delícia. O sabor adocicado da batata-doce e das castanhas combina muito bem com a carne de porco assada. Espero que gostem e experimentem.
Uma semana deliciosa para todos!
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sexta-feira, 26 de julho de 2013
Uma salada para saborear nos dias de calor
As saladas são uma óptima opção para as refeições dos dias estivais. O calor pede comidas frescas, a saber a praia e que se preparam num instante. Depois de um dia cheio de contratempos, chegar a casa e ter de preparar o jantar nem sempre é aquilo que mais me apetece. Por isso, as saladas são deliciosas e bastante práticas para saborear nestas alturas. E, além disso, também serve para escoar o que temos no frigorífico. É só conjugar os ingredientes e... voilà!
Salada de Verão com pedaços de porco grelhado
Ingredientes:
2 bifanas de porco
Moinho para grelhados da Margão
3 folhas de alface, cortadas grosseiramente
1 cenoura, ralada
3 folhas de couve roxa, cortadas em juliana
10 azeitonas
50 gramas de queijo feta, cortado em cubos
1 pêssego, descascado, descaroçado e cortado em cubos
Cebolinho picado
Molho césar, q.b.
Fiz assim:
Temperei as bifanas com o tempero O Moinho para grelhados da Margão. Grelhei as bifanas e reservei-as até arrefecerem. Depois, cortei-as em pedaços pequenos. Numa taça, juntei todos os ingredientes e envolvi bem. Salpiquei a salada com cebolinho picado. Temperei com o molho e servi.
Entretanto, está aí a chegar o fim-de-semana. Aproveitem-no da melhor forma! E ainda que não dê para dar um saltinho à praia, pelo menos é um descanso merecido.
Beijinhos para todos!
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Salada de Verão com pedaços de porco grelhado
Ingredientes:
2 bifanas de porco
Moinho para grelhados da Margão
3 folhas de alface, cortadas grosseiramente
1 cenoura, ralada
3 folhas de couve roxa, cortadas em juliana
10 azeitonas
50 gramas de queijo feta, cortado em cubos
1 pêssego, descascado, descaroçado e cortado em cubos
Cebolinho picado
Molho césar, q.b.
Fiz assim:
Temperei as bifanas com o tempero O Moinho para grelhados da Margão. Grelhei as bifanas e reservei-as até arrefecerem. Depois, cortei-as em pedaços pequenos. Numa taça, juntei todos os ingredientes e envolvi bem. Salpiquei a salada com cebolinho picado. Temperei com o molho e servi.
A carne fica deliciosa com este tempero. O sabor a pimenta, tomilho e alecrim são os que mais acentuam o paladar da carne, tornando-a muito mais saborosa e vincando o seu sabor no conjunto da salada. Estas especiarias vão passar a fazer parte da minha despensa. Muito bom!
Beijinhos para todos!
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quinta-feira, 4 de julho de 2013
Preparar o jantar em ambiente de crise governativa
Hoje* preparei o jantar em ambiente de crise legislativa. O ministro das finanças já tinha batido com a porta no dia anterior mas rapidamente surgiu uma substituta. Ninguém esperava que o ministro dos negócios estrangeiros também decidisse apresentar a demissão do Governo. Foi assim, entre declarações dos membros do Governo e dos líderes da oposição, que estes lombinhos chegaram à mesa. Inexplicavelmente, dada a crise política que se instalava no país, não deixei de me deliciar com o sabor que esta refeição escondia entre os folhados de massa, douradinhos, apelativos, divinamente estaladiços... Querem ver?
Lombinhos de porco em massa folhada com molho aveludado de natas e cogumelos
Ingredientes:
2 lombinhos de porco
Sal e pimenta
1 decilitro de vinho branco
1 dente de alho picado
1 folha de louro
1 colher (sopa) de banha
2 placas de massa folhada
6 fatias de bacon
Para o molho:
6 cogumelos brancos
1 decilitro de natas
Fiz assim:
Na véspera, temperei os lombinhos com sal e pimenta, alho picado, louro e o vinho. No próprio dia, liguei o forno a 220º. Levei a banha ao lume numa frigideira e alourei nela os lombinhos. Retirei e reservei também a gordura. Abri as placas de massa folhada e coloquei, no meio de cada uma delas, três fatias de bacon. Sequei os lombinhos com papel absorvente e dispus cada um deles sobre a massa e o bacon. Envolvi-os com a massa, fechando-a e criando dois rolos, que coloquei num tabuleiro untado com margarina. Levei tudo ao forno, durante cerca de 30 minutos. Entretanto preparei o molho, salteando os cogumelos na banha reservada anteriormente. Juntei as natas e temperei de sal e pimenta. Servi os lombinhos com este molho e umas batatas fritas.
Espero que gostem da sugestão. São servidos?
Ficou uma carne suculenta e deliciosamente apetitosa.
E esta é a minha flor de cera. A varanda ficou muito mais bonita desde que as florinhas pequenas e rosadinhas começaram a abrir e, a cada dia que passa, chega mais um destes pequenos e amorosos cachos de pétalas macias como o veludo. Estou maravilhada com elas. São tão delicadas e belas, que deliciam todos os que as têm visto.
Um dia excelente para todos.
*Nota: Este texto foi escrito na Terça-feira passada, dia em que o ministro Paulo Portas pediu a demissão do Governo.
Lombinhos de porco em massa folhada com molho aveludado de natas e cogumelos
Ingredientes:
2 lombinhos de porco
Sal e pimenta
1 decilitro de vinho branco
1 dente de alho picado
1 folha de louro
1 colher (sopa) de banha
2 placas de massa folhada
6 fatias de bacon
Para o molho:
6 cogumelos brancos
1 decilitro de natas
Fiz assim:
Na véspera, temperei os lombinhos com sal e pimenta, alho picado, louro e o vinho. No próprio dia, liguei o forno a 220º. Levei a banha ao lume numa frigideira e alourei nela os lombinhos. Retirei e reservei também a gordura. Abri as placas de massa folhada e coloquei, no meio de cada uma delas, três fatias de bacon. Sequei os lombinhos com papel absorvente e dispus cada um deles sobre a massa e o bacon. Envolvi-os com a massa, fechando-a e criando dois rolos, que coloquei num tabuleiro untado com margarina. Levei tudo ao forno, durante cerca de 30 minutos. Entretanto preparei o molho, salteando os cogumelos na banha reservada anteriormente. Juntei as natas e temperei de sal e pimenta. Servi os lombinhos com este molho e umas batatas fritas.
Espero que gostem da sugestão. São servidos?
Ficou uma carne suculenta e deliciosamente apetitosa.
E esta é a minha flor de cera. A varanda ficou muito mais bonita desde que as florinhas pequenas e rosadinhas começaram a abrir e, a cada dia que passa, chega mais um destes pequenos e amorosos cachos de pétalas macias como o veludo. Estou maravilhada com elas. São tão delicadas e belas, que deliciam todos os que as têm visto.
Um dia excelente para todos.
*Nota: Este texto foi escrito na Terça-feira passada, dia em que o ministro Paulo Portas pediu a demissão do Governo.
quarta-feira, 19 de junho de 2013
Natas, porco e cogumelos numa mistura aveludada e sempre deliciosa
Cá em casa evitamos as refeições com muitos molhos por se tornarem, obviamente, mais calóricas e menos saudáveis. Mesmo assim, não somos prisioneiros das nossas próprias regras e, por vezes, as natas também surgem para aveludar os pratos que nos saciam a fome. Foi o caso destes bifinhos de porco com cogumelos, que resultam sempre deliciosos, ainda que a linha não permita que os testemos muitas vezes.
Bifinhos de porco com cogumelos e molho aveludado de natas
Ingredientes:
(para quatro pessoas)
8 febras de porco (cortei-as em tiras, tipo strogonoff)
1 decilitro de vinho branco
1 colher (sopa) de pimentão doce
2 dentes de alho, picados
1 folha de louro
Sal e pimenta
8 cogumelos brancos frescos, laminados
1 fio de óleo
1 colher (sopa) de margarina
Fiz assim:
Temperei as febras com o sal, a pimenta, o pimentão doce, os alhos, o louro e o vinho branco. Reservei durante, pelo menos, duas horas. Levei ao lume uma frigideira com o óleo e a margarina e fritei nela as febras, até estarem douradinhas e tenras.Retirei-as e reservei. Na gordura que restou, salteei os cogumelos e, por fim, acrescentei as natas e deixei engrossar o molho. Juntei as febras ao molho para tomar o gosto e retirei do fogo. Servi com batatas fritas e salada de alface e tomate.
Uma refeição simples, porque de vez em quando, também apetece.
Desejo a todos uma excelente Quarta-feira.
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Bifinhos de porco com cogumelos e molho aveludado de natas
Ingredientes:
(para quatro pessoas)
8 febras de porco (cortei-as em tiras, tipo strogonoff)
1 decilitro de vinho branco
1 colher (sopa) de pimentão doce
2 dentes de alho, picados
1 folha de louro
Sal e pimenta
8 cogumelos brancos frescos, laminados
1 fio de óleo
1 colher (sopa) de margarina
Fiz assim:
Temperei as febras com o sal, a pimenta, o pimentão doce, os alhos, o louro e o vinho branco. Reservei durante, pelo menos, duas horas. Levei ao lume uma frigideira com o óleo e a margarina e fritei nela as febras, até estarem douradinhas e tenras.Retirei-as e reservei. Na gordura que restou, salteei os cogumelos e, por fim, acrescentei as natas e deixei engrossar o molho. Juntei as febras ao molho para tomar o gosto e retirei do fogo. Servi com batatas fritas e salada de alface e tomate.
Uma refeição simples, porque de vez em quando, também apetece.
Desejo a todos uma excelente Quarta-feira.
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terça-feira, 21 de maio de 2013
A cozinha tradicional também se come aqui
As favas não são propriamente uma paixão na minha vida. Aprendi a gostar delas aos poucos, mas uma refeição de favas chega-me para o ano inteiro. Mas não passo sem elas, porque quando as vejo no mercado começo logo a imaginá-las no prato para saciar uma vontade que não consigo evitar. E assim estas vieram cá para casa e foram descascadas pacientemente, antes de irem para o tacho. Com entrecosto, chouriço, morcela e tudo o que manda a tradição. No final ficaram assim. Mas o aroma, que infelizmente não consigo transmitir-vos através das fotografias, estava tão, mas tão apelativo que depressa nos fez sentar à mesa e, como que por magia, foi vê-las desaparecer. Num delicioso instante...
Favas guisadas à portuguesa
Ingredientes:
(para duas pessoas)
1 kg de favas
400 gramas de entrecosto
1 tira de toucinho entremeado
1/2 chouriço de carne
1/2 morcela
1 molhinho de coentros, atados com fio de cozinha
1 colher (sopa) de banha
1 cebola pequena, picada
1 decilitro de vinho branco
1 colher (sopa) de polpa de tomate
Fiz assim:
Comecei por descascar as favas, vindas do mercado de fim-de-semana, que tanto gosto de visitar. Num tacho, levei ao lume a cebola com a banha para alourar ligeiramente. Acrescentei o toucinho e o entrecosto e deixei fritar, de ambos os lados, ate dourar um pouco. Juntei o vinho e o tomate e tapei o tacho para cozinhar um pouco. Adicionei o chouriço, a morcela e um pouco de água quente e deixei cozinhar até a carne estar tenra. Retirei os enchidos e acrescentei as favas e os coentros (atados). Acrescentei mais um pouco de água e deixei cozinhar, cerca de 15 minutos até as favas estarem macias. Cortei a morcela e o chouriço às rodelas. Rejeitei os coentros e adicionei os enchidos. Envolvi bem e retirei do lume. Servi.
Nota: Não achei necessário utilizar sal nesta receita porque os enchidos eram bastante apaladados e o seu sabor foi suficiente para temperar o prato. Mas isso fica ao critério de cada um, obviamente.
E confesso que esta foi a primeira vez que cozinhei favas. Acho que não saíram mal mas para a próxima vez tenho de considerar a hipótese de colocar mais favas na receita.Ou então menos carne... porque as favas pareceram-me poucas no conjunto. J
Desejo-vos um dia delicioso.
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Favas guisadas à portuguesa
Ingredientes:
(para duas pessoas)
1 kg de favas
400 gramas de entrecosto
1 tira de toucinho entremeado
1/2 chouriço de carne
1/2 morcela
1 molhinho de coentros, atados com fio de cozinha
1 colher (sopa) de banha
1 cebola pequena, picada
1 decilitro de vinho branco
1 colher (sopa) de polpa de tomate
Fiz assim:
Comecei por descascar as favas, vindas do mercado de fim-de-semana, que tanto gosto de visitar. Num tacho, levei ao lume a cebola com a banha para alourar ligeiramente. Acrescentei o toucinho e o entrecosto e deixei fritar, de ambos os lados, ate dourar um pouco. Juntei o vinho e o tomate e tapei o tacho para cozinhar um pouco. Adicionei o chouriço, a morcela e um pouco de água quente e deixei cozinhar até a carne estar tenra. Retirei os enchidos e acrescentei as favas e os coentros (atados). Acrescentei mais um pouco de água e deixei cozinhar, cerca de 15 minutos até as favas estarem macias. Cortei a morcela e o chouriço às rodelas. Rejeitei os coentros e adicionei os enchidos. Envolvi bem e retirei do lume. Servi.
Nota: Não achei necessário utilizar sal nesta receita porque os enchidos eram bastante apaladados e o seu sabor foi suficiente para temperar o prato. Mas isso fica ao critério de cada um, obviamente.
E confesso que esta foi a primeira vez que cozinhei favas. Acho que não saíram mal mas para a próxima vez tenho de considerar a hipótese de colocar mais favas na receita.Ou então menos carne... porque as favas pareceram-me poucas no conjunto. J
Desejo-vos um dia delicioso.
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quarta-feira, 8 de maio de 2013
Porco no forno ou a comida de conforto
Esta é daquelas receitas que gosto de preparar quando não há muito tempo para estar na cozinha. Basta temperar a carne, colocá-la num tabuleiro e deixar o calor do forno fazer o seu trabalho. E, no final, sai sempre bem. É a chamada comida de conforto...
Entrecosto assado no forno
Ingredientes:
(para duas pessoas)
650 gramas de entrecosto de porco preto (este já vinha separado em ossinhos)
1 colher (sopa) de vinha de alhos
1 colher (sobremesa) de massa de pimentão
1 folha de louro
3 hastes de tomilho-limão
1 decilitro de vinho branco
1 cebola, cortada em meias luas
Fiz assim:
Temperei antecipadamente a carne com a vinha de alhos e a massa de pimentão, esfregando bem a carne com a mistura. Na hora de ir ao forno, coloquei a cebola, o tomilho-limão e a folha de louro numa assadeira. Por cima dispus a carne e o vinho e levei ao forno, já aquecido a 240º. Deixei assar, durante cerca de 40 minutos, virando a carne a meio do processo de cozedura.
A comida de conforto ainda vai sabendo bem nestes dias em que o frio vai alternando com temperaturas mais quentes. E sabe tão bem saborear a carne, sabendo que quase não deu trabalho e ficou tão deliciosa e suculenta.
Sempre aprovadíssima, cá por casa!
Beijinhos e tenham um óptimo dia.
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Entrecosto assado no forno
Ingredientes:
(para duas pessoas)
650 gramas de entrecosto de porco preto (este já vinha separado em ossinhos)
1 colher (sopa) de vinha de alhos
1 colher (sobremesa) de massa de pimentão
1 folha de louro
3 hastes de tomilho-limão
1 decilitro de vinho branco
1 cebola, cortada em meias luas
Fiz assim:
Temperei antecipadamente a carne com a vinha de alhos e a massa de pimentão, esfregando bem a carne com a mistura. Na hora de ir ao forno, coloquei a cebola, o tomilho-limão e a folha de louro numa assadeira. Por cima dispus a carne e o vinho e levei ao forno, já aquecido a 240º. Deixei assar, durante cerca de 40 minutos, virando a carne a meio do processo de cozedura.
A comida de conforto ainda vai sabendo bem nestes dias em que o frio vai alternando com temperaturas mais quentes. E sabe tão bem saborear a carne, sabendo que quase não deu trabalho e ficou tão deliciosa e suculenta.
Sempre aprovadíssima, cá por casa!
Beijinhos e tenham um óptimo dia.
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terça-feira, 16 de abril de 2013
Um estufado diferente para um jantar calmo e muito saboroso
Há dias em que apetece fazer uma pausa... esquecer os dias nublados e os problemas que vão surgindo. Mesmo os dias que nos trazem momentos tristeza, serão mais tarde lembrados como uma força para outros, que vão precisando do nosso apoio. Há momentos em que apetece parar, deixar o tempo passar e sorrir. E depois continuar. Porque os momentos da vida são sempre poucos e se me apetece fazer uma carne que demora duas horas a estufar, para depois poder saboreá-la em toda a sua plentitude, porque não?
E é delicioso aproveitar o momento de espera e sentir, deliciada, o ar mais ameno que já se sente na varanda enquanto o fogão trabalha, sem precisar da nossa ajuda... e deixar escorrer o tempo, como se não houvesse amanhã.
Bochechas de porco preto em vinho tinto
Ingredientes:
(para duas pessoas)
5 a 6 bochechas de porco preto
1 colher (sopa) de banha
1 cebola, cortada em meias luas
1 dente de alho, picado
1 folha de louro
2 decilitros de vinho tinto de boa qualidade
3 decilitros de caldo de carne
1 colher (sopa) de polpa de tomate
Sal e pimenta
Fiz assim:
Num tacho largo, deitei a banha e levei ao lume até aquecer bem. Temperei a carne com sal e pimenta e coloquei-a no tacho para selar* de ambos os lados. Acrescentei, depois a cebola, o alho e o louro e deixei refogar um pouco. Adicionei a polpa de tomate, o caldo e o vinho e tapei o tacho. Deixei cozinhar, em lume muito brando, durante cerca de uma hora e meia a duas horas (no meu caso demorou 1h35m e ficou tenrinha e suculenta), até a carne estar bem tenrinha e rectifiquei os temperos. Servi com puré de batata.
Apesar de não ser um prato muito fotogénico, como aliás o Rui não deixou de fazer notar, é uma receita deliciosa e uma forma diferente de saborear a carne de porco. Apesar de tudo, tenho notado que as bochechas são difíceis de encontrar, porque já há muito que queria experimentar fazer este prato e não apareciam em lado nenhum, mas assim que as vi, não hesitei. Podem ver aqui de onde surgiu esta ideia.
Não deixem de experimentar.
Um dia delicioso para todos, agora que os dias radiosos de Sol parecem ter voltado.
*Nota: Selar a carne significa dourar rapidamente a superfície da carne, num recipiente bem aquecido, para que os sucos naturais se mantenham no seu interior durante a cozedura, permitindo obter, desta forma, uma carne mais suculenta e menos seca.
E é delicioso aproveitar o momento de espera e sentir, deliciada, o ar mais ameno que já se sente na varanda enquanto o fogão trabalha, sem precisar da nossa ajuda... e deixar escorrer o tempo, como se não houvesse amanhã.
Bochechas de porco preto em vinho tinto
Ingredientes:
(para duas pessoas)
5 a 6 bochechas de porco preto
1 colher (sopa) de banha
1 cebola, cortada em meias luas
1 dente de alho, picado
1 folha de louro
2 decilitros de vinho tinto de boa qualidade
3 decilitros de caldo de carne
1 colher (sopa) de polpa de tomate
Sal e pimenta
Fiz assim:
Num tacho largo, deitei a banha e levei ao lume até aquecer bem. Temperei a carne com sal e pimenta e coloquei-a no tacho para selar* de ambos os lados. Acrescentei, depois a cebola, o alho e o louro e deixei refogar um pouco. Adicionei a polpa de tomate, o caldo e o vinho e tapei o tacho. Deixei cozinhar, em lume muito brando, durante cerca de uma hora e meia a duas horas (no meu caso demorou 1h35m e ficou tenrinha e suculenta), até a carne estar bem tenrinha e rectifiquei os temperos. Servi com puré de batata.
Apesar de não ser um prato muito fotogénico, como aliás o Rui não deixou de fazer notar, é uma receita deliciosa e uma forma diferente de saborear a carne de porco. Apesar de tudo, tenho notado que as bochechas são difíceis de encontrar, porque já há muito que queria experimentar fazer este prato e não apareciam em lado nenhum, mas assim que as vi, não hesitei. Podem ver aqui de onde surgiu esta ideia.
Não deixem de experimentar.
Um dia delicioso para todos, agora que os dias radiosos de Sol parecem ter voltado.
*Nota: Selar a carne significa dourar rapidamente a superfície da carne, num recipiente bem aquecido, para que os sucos naturais se mantenham no seu interior durante a cozedura, permitindo obter, desta forma, uma carne mais suculenta e menos seca.
terça-feira, 19 de fevereiro de 2013
Sabores do Alentejo ou uma forma deliciosa de aproveitar pão retardado
Tinha cá em casa pedaços e mais pedacinhos de pão, que fomos amontoando durante fim-de-semana, devidamente guardados em saquinhos para não endurecer demasiado, já que não foram para o congelador, na altura própria. Para não os deixar estragar, pensei numa tira de entrecosto comprada recentemente e assim se definiu mais um jantar. As migas de pão ficam muito bem com entrecosto frito e, assim, alia-se a boa comida à economia e faz-se as delícias dos que estão por cá.
O tempo frio que se faz sentir, também diz bem com comida reconfortante e, por isso, esta refeição aconchegante é mais do que oportuna. Fica deliciosa, aquece o corpo e a alma e ainda serve para evitar o desperdício. Aprovadíssimo!
Quem quer provar?
Migas com entrecosto
Ingredientes:
(para duas pessoas)
1 tira de entrecosto com cerca de 900 gramas
Pão duro
2 colheres (sopa) de banha
2 colheres (sopa) de massa de pimentão
2 dentes de alho
Sal e pimenta
Fiz assim:
Primeiro, arranjei o entrecosto, separado os ossos. Temperei-o com massa de pimentão e deixei tomar gosto durante duas horas. Entretanto, parti o pão em pedaços pequenos para uma tigela funda e cobri-o com água quente. Reservei. Numa caçarola funda, levei ao lume a banha para derreter. Fritei os pedaços de entrecosto até estarem bem douradinhos e retirei-os para um prato, mantendo-os quentes. Reservei parte da gordura que ficou e, noutra caçarola, levei-a ao lume, com os alhos picados. Quando os alhos começaram a ferver, escorri o pão e acrescentei-o à caçarola, para preparar as migas. Temperei com sal e pimenta a gosto e deixei cozinhar um pouco, até as migas ligarem e ficarem com um aspecto douradinho. E está pronto. Servi as migas com o entrecosto.
Uma delícia. Este prato fica mesmo mesmo apaladado e é uma combinação excelente para um jantar despretencioso mas que se quer, como sempre, apelativo e saboroso.
Entretanto, mesmo sendo este um blogue dedicado à cozinha, não é só isso que nos preenche os dias e não podia deixar de partilhar convosco dois miminhos deliciosos que a minha mãe fez cá para casa.
Uma mantinha e uma almofada que assentam perfeitamente na nossa sala.

Obrigada, minha mãe, pela paciência que demonstras para as obras de arte feita à mão (cada vez que te apareço à frente com mais uma ideia brilhante para TU executares) e pelo carinho com que as elaboras, ponto a ponto, novelo a novelo, até ao final, sempre amoroso e sincero, com que as presenteias.
Tenham um dia delicioso.
Beijinhos.
___
O tempo frio que se faz sentir, também diz bem com comida reconfortante e, por isso, esta refeição aconchegante é mais do que oportuna. Fica deliciosa, aquece o corpo e a alma e ainda serve para evitar o desperdício. Aprovadíssimo!
Quem quer provar?
Migas com entrecosto
Ingredientes:
(para duas pessoas)
1 tira de entrecosto com cerca de 900 gramas
Pão duro
2 colheres (sopa) de banha
2 colheres (sopa) de massa de pimentão
2 dentes de alho
Sal e pimenta
Fiz assim:
Primeiro, arranjei o entrecosto, separado os ossos. Temperei-o com massa de pimentão e deixei tomar gosto durante duas horas. Entretanto, parti o pão em pedaços pequenos para uma tigela funda e cobri-o com água quente. Reservei. Numa caçarola funda, levei ao lume a banha para derreter. Fritei os pedaços de entrecosto até estarem bem douradinhos e retirei-os para um prato, mantendo-os quentes. Reservei parte da gordura que ficou e, noutra caçarola, levei-a ao lume, com os alhos picados. Quando os alhos começaram a ferver, escorri o pão e acrescentei-o à caçarola, para preparar as migas. Temperei com sal e pimenta a gosto e deixei cozinhar um pouco, até as migas ligarem e ficarem com um aspecto douradinho. E está pronto. Servi as migas com o entrecosto.
Uma delícia. Este prato fica mesmo mesmo apaladado e é uma combinação excelente para um jantar despretencioso mas que se quer, como sempre, apelativo e saboroso.
Entretanto, mesmo sendo este um blogue dedicado à cozinha, não é só isso que nos preenche os dias e não podia deixar de partilhar convosco dois miminhos deliciosos que a minha mãe fez cá para casa.
Uma mantinha e uma almofada que assentam perfeitamente na nossa sala.
Lindas, não são?
Obrigada, minha mãe, pela paciência que demonstras para as obras de arte feita à mão (cada vez que te apareço à frente com mais uma ideia brilhante para TU executares) e pelo carinho com que as elaboras, ponto a ponto, novelo a novelo, até ao final, sempre amoroso e sincero, com que as presenteias.
Tenham um dia delicioso.
Beijinhos.
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quarta-feira, 6 de fevereiro de 2013
O Verão também se serve num prato quente ou de como há pedidos de ajuda que resultam deliciosos
Aborrece-me, por vezes, a ideia de ter de definir as refeições diárias. Nessas ocasiões (que acabam por ser quase todas, vá!) peço ajuda ao Rui que, sempre solícito, vai dando algumas dicas, conforme aquilo que lhe apetece. Foi dele que partiu a ideia de fazermos esta carne de porco e foi ele que foi comigo para a cozinha prepará-la. Um auxílio precioso, claro, porque obviamente, com ajuda tudo se torna mais fácil. O resultado final ficou um pouco diferente da receita original mas muito saboroso, mais ao nosso gosto particular e cada garfada soube a saudades do Verão e do mar. E, como já há imenso tempo que não comia, ainda me pareceu melhor. Foi partilhado a dois num almoço de um Sábado ventoso e muito frio. Não há nada melhor que um aconchego caseiro e a deliciosa companhia de quem nos faz feliz. E enquanto o Verão é apenas uma miragem longínqua, resta-nos saborear o mar, num prato temperado com cores campestres.
Carne de porco à alentejana
Ingredientes:
400 gramas de carne de porco, limpa de gorduras e cortada em cubos
300 gramas de amêijoas
1 fio de azeite
1 cebola, picada
1 dente de alho, picado
2 colheres (sopa) de massa de pimentão
1 decilitro de vinho
Salsa picada
3 batatas grandes, descascadas e cortadas em cubos
Óleo para fritar
Pickles picados
Sumo de limão
Sal e pimenta
Fiz assim:
Carne de porco à alentejana
Ingredientes:
400 gramas de carne de porco, limpa de gorduras e cortada em cubos
300 gramas de amêijoas
1 fio de azeite
1 cebola, picada
1 dente de alho, picado
2 colheres (sopa) de massa de pimentão
1 decilitro de vinho
Salsa picada
3 batatas grandes, descascadas e cortadas em cubos
Óleo para fritar
Pickles picados
Sumo de limão
Sal e pimenta
Fiz assim:
Num tacho, levei o azeite ao lume com a cebola e o alho. Juntei a carne e deixei alourar um pouco. Acrescentei o vinho e a massa de pimentão e temperei de sal e pimenta. Deixei cozinhar até a carne estar tenra e quase sem molho. Entretanto, fritei as batatas em óleo quente e escorri sobre papel absorvente. Reservei. Depois da carne cozinhada, juntei as amêijoas e tapei o tacho, durante uns minutinhos. Acrescentei as batatas e envolvi. Retirei do lume e polvilhei com a salsa e os pickles. Servi, regado com umas gotas de sumo de limão.
Para saborear num dia de muito frio e acompanhar com um Sol delicioso, a fazer lembrar os dias de Verão. É perfeito!
Beijinhos e bom apetite.
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quinta-feira, 3 de janeiro de 2013
Bom Ano!
Bom ano! Bom ano! É cumprimento que vou ouvindo e repetindo nestes dias, logo a seguir aos tradicionais bom dia ou boa tarde. Chegou 2013 e com ele chegam os desejos sinceros para o novo ano. Saúde, trabalho, amor, paz... tudo o que desejamos para nós mesmos e queremos partilhar com os que nos são queridos. Por todo o lado nos vão bombardeando com a ideia que 2013 vai ser um ano muito mau, quase terrível e, por isso, resta-nos arregaçar as mangas para tentar contrariar as estatísticas. E fazer por alterar as espectativas.
Nestes últimos dias, temos vivido numa festa constante. Primeiro o Natal, logo seguido das festividades de Ano Novo. Estas circusntâncias têm servido de anestesia face aos indicadores do que nos aguarda. Nós, particularmente, temos andado numa dança constante em frente das mesas recheadas de coisas deliciosas e que desestabilizaram significativamente os nossoa hábitos alimentares. Os fritos, os doces... tão ávidamente consumidos ficam agora para trás, nas nossas memórias. Chegou a hora de voltar ao quotidiano, de regressar ás refeições habituais, o que não significa que tenham de ser monótonas. Os dias voltaram à normalidade e nós também.
E nada como um guisado deliciosamente saudável para fazer esquecer os excessos dos dias de festa.
Massa guisada com entrecosto e feijão encarnado
Ingredientes (para duas pessoas):
200 gramas de massa penne
100 gramas de feijão encarnado, cozido
400 gramas de entrecosto, cortado em pedaços
50 gramas de chouriço de carne, cortado às rodelas
50 gramas de bacon, cortado em tiras finas
2 colheres (sopa) de tomate triturado1 cebola pequena, picada
1 decilitro de vinho branco
1 fio de azeite
Sal e pimenta
Fiz assim:
Levei um tacho ao lume com a cebola e um fio de azeite, até refogar um pouco. Acrescentei o chouriço e o bacon e deixei fritar um pouco. Adicionei o entrecosto e temperei com sal e pimenta. Tapei o tacho para a carne alourar, mexendo de vez em quando. Juntei o vinho e o tomate. Acrescentei água suficiente para a massa e o feijão. Deixei cozinhar a carne durante cerca de 20 minutos com o tacho tapado e, depois, adicionei a massa. Tapei novamente para cozer a massa até estar quase pronta e, finalmente, juntei o feijão. Quando terminou a cozedura, rectifiquei os temperos e servi.
Uma sugestão deliciosa para os dias frios de início do ano.
Dizem-me que para este ano não se augura nada de bom. Sejamos nós a fazer com que ele seja diferente do que se espera. Bom Ano! Bem-vindos a 2013! Com um brinde à esperança! E uma garfada de alento... para que este ano seja o melhor que dele fizermos.
quinta-feira, 11 de outubro de 2012
Chuvas de Outono e um entrecosto aromático
Os dias de chuva pedem refeições calmas, com aromas de ervas e batatas fritas para acompanhar. Gulosa como sou por batatas fritas, não hesito em fazer a vontade aos dias e belisco-as, deliciada, enquanto seguro cada palito com as mãos; um a um, vão desaparecendo da travessa, satisfazendo a minha gula. Acompanham um entrecosto aromatizado com tomilho, alecrim e flor de sal, numa dança de sabores distintos que se complementam de forma deliciosa. O dia foi, de facto, chuvoso mas o aconchego da nossa cozinha tornou a noite absolutamente perfeita.
Entrecosto grelhado com ervas aromáticas e flor de sal
Temperei o entrecosto com flor de sal com ervas aromáticas e polvilhei com folhas de tomilho e alecrim. Levei a grelhar no gril do forno e, antes de servir, espremi sumo de limão sobre a carne. Acompanhei com batatas fritas aos palitos.
Delicioso!
Desejo-vos um delicioso fim-de-semana com receitas maravilhosas.
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Entrecosto grelhado com ervas aromáticas e flor de sal
Temperei o entrecosto com flor de sal com ervas aromáticas e polvilhei com folhas de tomilho e alecrim. Levei a grelhar no gril do forno e, antes de servir, espremi sumo de limão sobre a carne. Acompanhei com batatas fritas aos palitos.
Delicioso!
Desejo-vos um delicioso fim-de-semana com receitas maravilhosas.
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